quarta-feira, 20 de julho de 2011

Uma viajem.

Vou arrumar minha mala, vou morar longe daqui, na verdade bem longe daqui. Isso é bom, muito gostoso, ficarei em um lugar novo onde ninguém sabe quem eu sou, o que eu passo, penso. Vou refletir sobre tudo, pensar nas pessoas que me cercam e querer saber dia, após dia o por que elas são tão idiotas...  Engraçado, talvez o idiota seja até eu que ainda perco meu tempo dando atenção a esses tipos de gente. É, talvez o culpado seja realmente eu, o infeliz da história que quer ver todos felizes, sorrindo, ver os dentes brancos dos outros a mostra. E por isso quero fazer a viajem, ir viver num cantinho isolado lá de Marte, sabe lá é longe, e ninguém que virar a rua vai olhar para mim e me julgar, palavra difícil e usada por todos, né? Bem, Marte eu realmente desejo muito você, ir morar aí, até que eu iria me sentir em casa com meus amiguinhos Ets, poderia ensinar como é grande a tolice dos humanos em querer a auto-destruição através de atos cruéis e insensíveis. Pois é, eles saberão que invadir a Terra e querer estudar os humanos realmente não vai valer a pena, eles apenas trarão para si mais problemas. Vou avisar de ante-mão que capturando humanos trarão para si, é a mesma coisa que querer trazer um pedófilo para perto de seu filho. É como uma maldição, principalmente ser for um homem e uma mulher, aí vocês terão uma nova raça em seu planeta, e ele será destruído antes mesmo que você possam perceber. Tá, eu pareço odiar humanos, bem eu sou um. Eu vejo talvez uma pequena iluminação no fim de um túnel enorme, muito comprido. Talvez eu esteja até perto dessa luz mas algo ainda consegue me cegar. A escuridão do Túnel é muito maior. E é essa escuridão  que me faz ter vontade de ir para Marte visitar meus amiguinhos que não são tão feios quanto pensam. É, bem que eu queria poder ir para lá visita-los.

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